Velho Mundo, velhas doenças... aumentam casos de sarampo em Portugal

InícioNotíciasNotícias FAPESVelho Mundo, velhas doenças... aumentam casos de sarampo em Portugal
mãe segura bebê com sarampo
Após três anos sem registrar um caso de sarampo – o que rendeu ao país uma certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação da doença em 2016 –, Portugal está novamente diante de um surto da doença, com 29 casos confirmados e um óbito, ocorrido em  Cascais. A maior parte dos casos de sarampo em Portugal está concentrada na região de Lisboa e Vale do Tejo, com um segundo foco no Algarve. 
 
Desde 2016, estão crescendo os casos de sarampo em todo o continente europeu, resultado da queda progressiva das coberturas vacinais na população. Segundo a OMS, a situação já é considerada endêmica na França, na Alemanha, na Itália, na Suíça e na Ucrânia. O Centro Europeu para o Controle de Doenças (ECDC) reconhece que há um surto prolongado no continente e classifica como "preocupante" o aumento do número de indivíduos não vacinados na Europa, especialmente com a oferta de imunização segura e gratuita. Todos os países que registram surtos da doença têm em comum uma taxa de imunização abaixo dos 95% – o recomendado pela OMS – para a segunda dose da vacina.  Em todos os países europeus, os profissionais de saúde têm sido diretamente afetados – em Portugal, eles respondem por 45% dos casos.
 
Em números absolutos, a Romênia é o país mais atingido, com 4.793 casos de sarampo e 22 mortes em 2017. A Itália vem em segundo lugar, com 2.581 casos, sendo 215 em profissionais de saúde. Entre os infectados com o sarampo na Itália, 89% não tinham a imunização contra o vírus. 
 
Embora as estatísticas de Portugal sejam bem distantes dos números dos vizinhos europeus, com a circulação do vírus em território nacional e o crescimento dos movimentos antivacinais, Portugal voltou a discutir a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória, questão que será discutida em breve pelo parlamento.
 
 
Elaboração: Ana Paula Pimentel Mendonça (CRM 52-50906-7)
Fontes: SBIm, OMS