Setembro Amarelo: alerta e prevenção ao suicídio

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Setembro Amarelo
A cada 45 minutos, uma pessoa tira a própria vida no Brasil. Embora o assunto ainda seja encarado como tabu, é preciso quebrar o silêncio e tratar o problema como uma questão de saúde pública. Isso porque, segundo especialistas, 90% dos suicídios poderiam ser evitados por meio de informação e oferta de ajuda.
 
A campanha “Setembro Amarelo” tem o objetivo de conscientizar e alertar a população a respeito da realidade do suicídio e das formas de preveni-lo. O Conselho Federal de Medicina - CFM, em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, participa ativamente dessa campanha, desenvolvendo uma série de ações para desmitificar o tabu em torno do tema e auxiliar os médicos a identificar, tratar e instruir seus pacientes.
 
Atualmente, o suicídio é um problema de saúde pública no Brasil: de acordo com os números oficiais, 32 brasileiros se matam por dia. Essa taxa é maior do que a de vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Segundo especialistas, os idosos ainda estão em maior número entre os que tiram a própria vida, mas a proporção de jovens vem crescendo aceleradamente. Dados do Mapa da Violência mostram que, nos últimos 10 anos, os suicídios aumentaram 33% entre pessoas de 15 a 29 anos. 
 
Algumas medidas eficazes para a prevenção já são evidenciadas em pesquisas internacionais, como o treinamento de médicos para identificar e tratar corretamente episódios de depressão, a restrição ao acesso a meios letais (armas de fogo, venenos, medicações potencialmente letais, acesso a locais de onde o indivíduo pode se jogar) e o acompanhamento de paciente que teve alta hospitalar após tentativa de suicídio.
 
Além disso, o apoio de familiares e amigos é fundamental para que uma pessoa que pensa em cometer suicídio saiba que não está desamparada. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 8 em cada 10 suicidas dá algum sinal, implícito ou explícito, do que pretendem fazer. Estar atento a esses indícios é uma demonstração de cuidado com o próximo e, para auxiliar nesta tarefa, listamos abaixo alguns fatores de risco e sinais de que alguém pode estar precisando de ajuda: 
 
Fatores de risco para o suicídio:
- Transtornos mentais e de humor (depressão, bipolaridade, esquizofrenia, síndrome do pânico etc.); 
- Abuso de álcool e drogas;
- Acúmulo de vícios; 
- Crises (familiares, de relacionamento, financeira, profissional).
 
Sinais de que a pessoa pode estar pensando em suicídio:
- Uso de frases como: "eu preferia estar morto”, “eu sou um perdedor e um peso para os outros”, “os outros vão ser mais felizes sem mim”, "queria poder viajar e nunca mais voltar";
 - Abandono de um hobby sem substituição por outro;
- Desleixo repentino com a saúde, a higiene pessoal e a aparência;
- Isolamento;
- Mudança abrupta de comportamento (o extrovertido se torna introvertido e vice-versa);
- Alterações constantes de humor (euforia x tristeza).
 
Se identificar esses sinais em alguém do seu convívio, você pode ajudar mostrando-se disposto a ouvir, com atenção e sem julgamentos, permitindo que a pessoa fale sobre o que está sentindo. Ao manter-se próximo e atento, você mostra para a pessoa que pensa em suicídio que alguém se importa com ela e isso pode ter um efeito transformador.