Recomendação permanente de vacinação contra febre amarela no RJ

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mosquito transmissor da febre amarela
Em junho, o Ministério da Saúde incluiu  o Estado do Rio de Janeiro como Área com Recomendação de Vacinação Permanente para Febre Amarela (ACRV). Assim, quem mora ou viaja ao Rio de Janeiro deve ser vacinado. A medida foi adotada devido aos casos de epizootias (adoecimento e morte de macacos) registrados na região, considerada área de alta densidade populacional com o aumento de casos de febre amarela. Com a adoção da recomendação permanente de vacinação no Estado, objetiva-se a garantia de elevada cobertura vacinal na população, prevenindo novos surtos ou até mesmo a epidemia da doença, uma vez que ela, na sua forma silvestre, é endêmica em grande parte do país.
 
Para garantir a cobertura vacinal ideal, o Ministério da Saúde enviará ao estado, ainda em julho, 1,5 milhão de doses da vacina. Além disso, a cada mês, serão repassadas mais 500 mil doses até imunizar toda a população. 
 
A vacinação de rotina (permanente) para febre amarela é recomendada e ofertada também em outros 19 estados:  Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, também está sendo vacinada, de forma escalonada, a população do Espírito Santo.
 
No momento, os casos da febre amarela no país estão estáveis. Isso porque o inverno é considerado período de baixa sazonalidade, já que a população de mosquitos diminui consideravelmente. 
 
 
Recomendação e Esquema de Vacinação
A vacina de febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%, além de ser reconhecidamente segura. O Ministério da Saúde recomenda a imunização para pessoas na faixa etária de seis meses a 59 anos de idade, que nunca tenham tomado alguma dose da vacina. A vacinação para as pessoas após 60 anos deve ser avaliada individualmente, pois aumenta a chance de efeitos adversos graves e até letais, devendo-se considerar risco x benefício.
 
Desde abril deste ano, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, nenhum país do mundo utiliza mais o esquema de duas doses. Isso significa que quem já foi vacinado - em qualquer momento da vida - não precisa de dose de reforço. 
 
Como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça e dor no corpo em até 5% dos vacinados. Os casos graves são raros, atingindo uma pessoa a cada 400 mil vacinados, porém sua ocorrência cresce em quantidade conforme aumenta a população vacinada, em especial na população acima de 60 anos.
 
A vacina é composta de vírus vivo atenuado e está contraindicada, de forma geral, para os seguintes públicos:
Gestantes;
Lactantes até que o bebê complete seis meses - se a vacinação não puder ser evitada, o aleitamento materno deve ser suspenso por, pelo menos, 15 dias e, preferencialmente, por 30 dias após a imunização;
Imunodeprimidos (casos devem ser avaliados individualmente);
Alergia grave ao ovo de galinha.
 
 
Elaboração: Ana Paula Pimentel Mendonça (CRM 52-50906-7)
Fonte: Ministério da Saúde e SBIm