Orientações sobre a Febre Amarela

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mosquito transmissor da febre amarela
Em virtude da ocorrência de casos confirmados e notificados de febre amarela em alguns estados do Brasil, a FAPES vem orientar os seus beneficiários quanto às medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde no momento.
 
Desde de abril de 2017, crianças a partir de nove meses e adultos precisam tomar apenas uma dose da vacina contra a doença para serem consideradas imunizadas, seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde.  
 
Uma dose padrão de vacina (0,5 ml) é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo de toda vida.
 
Para quem ainda não foi vacinado, a orientação é receber a dose única, disponível em postos de saúde e na rede credenciada, sendo que, nessa última, já há indisponibilidade em algumas unidades.
 
A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça e dor no corpo. 
 
No dia 09/01/2018, o Ministério da Saúde anunciou a adoção de fracionamento de doses da vacina em 76 municípios dos Estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro a partir de 19/02/2018, medida recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como estratégia em casos de emergência para vacinação de número elevado de pessoas em pequeno espaço de tempo, em áreas com risco de expansão da doença.
 
A opção pelo fracionamento foi considerada imperativa neste momento, frente à possibilidade de expansão da febre amarela silvestre para áreas urbanas de cidades populosas, que exige um quantitativo de vacina acima da capacidade de disponibilização em curto prazo.
 
Não há dados publicados suficientes para demonstrar que doses mais baixas (fracionadas) confiram proteção em longo prazo, sendo esse aspecto ainda desconhecido e em investigação. No entanto, há estudos que mostram proteção por pelo menos 12 meses e outro, de Bio-Manguinhos/FIOCRUZ, que aponta possibilidade de proteção após 8 anos, mas o estudo ainda está em andamento para avaliar a persistência desse efeito.
 
Crianças menores de dois anos, pessoas imunodeprimidas e gestantes foram excluídas do fracionamento de doses e receberão dose padrão (0,5ml). Portadores de imunodeficiências e gestantes serão vacinados somente após criteriosa avaliação individual, para maior segurança. A avaliação individual também é recomendada para adultos a partir de 60 anos, por haver maior incidência de efeitos colaterais a partir dessa idade.
 
Para emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento exigido pelo governo de diversos países para a entrada de viajantes provenientes de países endêmicos de febre amarela, a dose fracionada não será aceita. Portanto, os viajantes internacionais que se vacinarem na rede pública devem apresentar documento que comprove viagem ao destino que exige o CIVP para entrada no país para que recebam a dose padrão. Ressalta-se que a vacinação na rede privada é feita com a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi, mantendo-se sempre a dosagem padrão de 0,5ml.
 
 
1- Quem pode tomar a vacina, com restrições:
Pessoas acima de 60 anos deverão ser vacinadas após prévia avaliação médica (recomendada a apresentação de atestado médico).
Gestantes (em qualquer período gestacional) e mulheres amamentando só deverão ser vacinadas se residirem em local próximo onde ocorreu a confirmação de circulação do vírus (epizootias, casos humanos e vetores na área afetada) e que não tiverem alguma contraindicação para receber a vacina. 
Mulheres amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação e procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação.
Pessoa com HIV/AIDS desde que não apresentem imunodeficiência grave (Contagem de LT-CD4+<200 células/mm3). Poderá ser utilizado o último exame de LT-CD4 (independente da data), desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável.
 
 
2- Quem não deve tomar a vacina:
Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou terapias.
Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas).
Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe).
Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia.
Pessoas com reação alérgica grave ao ovo (anafilaxia).
Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).
 
 
SITUAÇÕES ESPECIAIS:
 
VIAJANTES – Para turistas que forem se dirigir a uma área com recomendação de vacina – tanto estrangeiros quanto brasileiros – e que não nunca receberam a vacina, a recomendação é que seja vacinado pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo necessário para a pessoa criar anticorpos e estar devidamente protegida. 
 
CRIANÇAS – Se a criança tiver alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso, ela pode ser aplicada ao mesmo tempo com a febre amarela, com exceção da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela).
Para essas vacinas, a orientação é que seja ministrada primeiro a dose de febre amarela e agendada a aplicação da tríplice viral ou da tetra viral após 30 dias.
 
 
MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA AS ÀREAS DE RISCO:
 
 Além da vacinação, são recomendadas também medidas de proteção individual contra a picada de mosquito nas áreas de risco, tais como:
 
• Usar camisas de mangas compridas e calças, de cor clara.
 
• Ficar em lugares fechados com ar condicionado ou que tenham janelas e portas com tela, para evitar a entrada de mosquitos.
 
• Dormir debaixo de mosquiteiros, preferencialmente impregnados com permetrina.
 
• Não usar perfumes durante caminhadas em matas silvestres, pois os perfumes atraem os mosquitos.
 
• Usar repelentes registrados oficialmente. Quando usados como orientado, são seguros e eficazes, mesmo na gestação ou amamentação.
 
• Se usar protetor solar, aplicá-lo antes do repelente.
 
• No Brasil, a ANVISA, só recomenda o uso de repelentes em crianças maiores de dois anos de idade. 
 
 
 
  
Elaboração: Ana Paula Pimentel Mendonça CRM: 52-50906-7