Homem, agora é a sua vez!

Novembro Azul
O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas à saúde do homem, em especial aos cuidados que devem ser dados para prevenção ao câncer de próstata. Assim, para alertar o público masculino sobre a importância do autocuidado com a saúde e para a necessidade de priorização de políticas públicas voltadas para o homem, surgiram diversos movimentos ao redor do mundo e o Novembro Azul é um dos mais conhecidos. Novembro foi escolhido como mês oficial de conscientização sobre o câncer de próstata porque 17/11 é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. 
 
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens (perde apenas para o câncer de pele não melanoma) e a segunda principal causa de morte por câncer em homens, seguido apenas pelo câncer de pulmão. Um homem em cada 36 morrerá de câncer de próstata.
 
Essa doença ocorre principalmente em homens mais velhos. Cerca de seis em cada 10 casos são diagnosticados em indivíduos com mais de 65 anos, sendo raro antes dos 40 anos. 
 
Ele não pode ser prevenido, mas há 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente. Assim, realizar exames periodicamente é a melhor maneira de combater a doença. Sociedades médicas recomendam que homens a partir dos 50 anos de idade façam o exame de próstata anualmente. Caso esteja inserido nos fatores de risco, a idade cai para 45 anos. 
 
A avaliação compreende o toque retal e o exame de sangue para checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). O toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom. O exame físico (de toque) é realizado pelo médico, dura apenas cerca de 10 segundos e é indolor. Ele tem como objetivo analisar a consistência e o tamanho da próstata e avaliar se existem lesões palpáveis através do reto na glândula. Esse exame ainda gera muita polêmica e, talvez por isso, a conscientização sobre a gravidade da doença seja tão necessária. É preciso acabar com o preconceito que ainda existe em muitos homens!
 
Sabe-se ainda pouco sobre a maioria dos fatores de risco em relação ao câncer de próstata, já que os estudos epidemiológicos têm encontrado resultados inconsistentes. As justificativas que norteiam a detecção precoce da doença, assim como de qualquer outro tipo de câncer, é que, quanto mais cedo for diagnosticado, maiores serão as chances de cura e menos agressivos serão os tratamentos. No entanto, alguns fatores de risco já foram bem evidenciados:
 
Hereditariedade e genética - Vários fatores podem ser responsáveis pelo câncer de próstata - e a hereditariedade é um deles, principalmente se houver dois ou mais parentes de primeiro grau portadores da doença e se esta for descoberta antes dos 60 anos de idade. Além disso, essa doença é mais frequente em homens negros. 
 
Idade - Assim como em outros tipos de câncer, a idade é um fator de risco importante, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após os 50 anos. 
 
Alimentação - As evidências apontam que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e pobres em gordura, principalmente as de origem animal, não só ajuda a diminuir o risco de câncer, como também o risco de outras doenças crônicas não transmissíveis. Também tem sido apontada uma relação entre o risco de câncer da próstata e o alto consumo de calorias, de carne vermelha, de gorduras e de leite. 
 
Hábitos de vida - Outros fatores cujas associações com câncer da próstata foram detectadas em alguns estudos incluem o consumo excessivo de álcool e o tabagismo. Homens com sobrepeso e obesos também possuem maior risco de desenvolver câncer de próstata. 
 
Converse sempre com seu urologista sobre o tema, tirando dúvidas e quebrando preconceitos. Lembre-se que a detecção precoce pode salvar a sua vida! É fundamental que todo homem entenda que a saúde deve ser colocada em primeiro lugar, acima de qualquer construção cultural que possa levar ao preconceito.
 
 
Elaboração: Ana Paula Pimentel Mendonça
CRM: 52-50906-7