Indústria recua 0,1% em março, mas avança 3,1% no primeiro trimestre

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RIO — A produção industrial brasileira recuou 0,1% em março frente a fevereiro, informou o IBGE no dia 3/05, após alta de 0,1% em fevereiro. A mediana da projeção do mercado financeiro era de alta de 0,5%, segundo sondagem da Bloomberg. Frente a março de 2017, a indústria teve alta de 1,3%. É a décima primeira alta seguida na comparação anual, mas a menor variação desde junho de 2017.

Já no primeiro trimestre a produção avançou 3,1% em relação a igual período do ano passado. No resultado acumulado de 12 meses, a indústria teve alta de 2,9%. Este acumulado repetiu o resultado de fevereiro e permaneceu o mais elevado desde junho de 2011, quando o percentual foi de 3,6%. 

A despeito dos últimos resultados positivos da indústria, o patamar de produção ainda está 15,3% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

- A indústria começa o ano de 2018 em ritmo abaixo do que ela havia fechado em 2017. O setor de bens intermediários representa cerca de 60% do setor industrial. Este é o terceiro mês em que ele apresenta queda, com perda acumulada de 3,9% - indica André Macedo, gerente de coordenação de indústria do IBGE.

‘A indústria começa o ano de 2018 em ritmo abaixo do que ela havia fechado em 2017’

- ANDRÉ MACEDO gerente de coordenação de indústria do IBGE

Entre as grandes categorias econômicas, já com ajuste sazonal, o setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) apresentou alta de 2,1%. Bens de consumo duráveis apresentaram crescimento de 1% e os bens semiduráveis e não duráveis com leve expansão de 0,2% no período.Já os bens intermediários (insumos para a indústria) tiveram queda de de 0,7%.

Entre os ramos industriais que apresentaram queda no mês de março, vale ressaltar os recuos de 3,6% em bebidas, 4,2% em produtos farmoquímicos e farmacêuticos e 4,2% em máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

De acordo com os dados mais recentes do Boletim Focus, documento do Banco Central que reúne as estimativas das principais instituições financeiras do país, a produção deve crescer 4,28% em 2018.

 

(O Globo)