10 dicas para economizar com o animal de estimação

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Cachorro deitado com a cabeça entre as patas olha para cima
Fonte: Maria Carolina Abe - UOL
 
Em meio à crise, a regra é economizar onde for possível. Isso vale, inclusive, para os gastos com os animais de estimação. O Pet Money fez uma pesquisa, conversou com o médico veterinário Paulo Daniel Sant'Anna Leal e reuniu dez dicas para ajudar nessa tarefa. Confira!
 
1 – Compare preços
Comprar no pet shop perto de casa pode ser a saída mais fácil, mas não necessariamente a mais barata. Pesquise os preços dos produtos em outras lojas, em grandes redes, em supermercados, em lojas online.
 
2 – Compre embalagens maiores
Às vezes, compensa comprar uma embalagem maior, ainda que custe mais naquele momento, do que comprar várias embalagens menores ao longo do tempo. Vale a pena fazer as contas.
Se o seu animal é pequeno e consome pouco, você pode se juntar com amigos para comprar uma quantidade maior.
No caso de ração e outros alimentos, é preciso verificar a data de validade e armazenar corretamente o produto. Mantenha a embalagem bem fechada e guardada em local escuro, seco e arejado. Em geral, a própria embalagem tem características que ajudam a conservar o alimento por mais tempo; por isso, transferir a comida para outro recipiente pode não ser a melhor saída.
 
3 – Pesquise outras marcas
Reduzir a qualidade da ração (de superpremium para premium ou de premium para standard) não é uma boa saída, pois significa baixar a qualidade dos nutrientes oferecidos ao animal. As rações mais baratas têm mais carboidratos e menos proteínas, o que pode afetar a saúde do bicho. Além disso, eles podem acabar comendo uma quantidade maior de ração para obter a mesma quantidade de proteína –ou seja, você vai trocar seis por meia-dúzia.
A opção, então, é checar se não há um produto de qualidade semelhante, mas de outra marca, com o preço menor. Sempre busque um produto adequado para a raça, o porte, a idade, o gosto do pet e o ambiente em que ele vive.
Se optar por trocar de ração, comece comprando uma embalagem pequena da ração nova para ver se o animal se adapta a esse produto. Inicialmente, misture um pouco da ração antiga e um pouco da nova. Aos poucos, vá reduzindo a quantidade da antiga e aumentando a porção da nova.
 
4 – Aproveite promoções
Se encontrar um produto com preço bom, avalie se não vale a pena comprar uma quantidade maior para guardar –lembrando que, no caso de alimentos, tem que prestar atenção ao prazo de validade e às condições certas de armazenamento. O veterinário Paulo Daniel Sant'Anna Leal faz um alerta: verifique se a embalagem não está danificada, porque isso pode prejudicar a qualidade do produto.
Também vale aproveitar que algumas lojas dão desconto na primeira compra –é o caso das lojas virtuais Pet Love, Petz e Geração Pet, por exemplo. Há, ainda, lojas e  clínicas veterinárias têm um programa de fidelidade, que oferece descontos ou brindes para os clientes que voltam sempre.
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5 – Reduza os petiscos
Verifique se não está exagerando na quantidade de petiscos oferecidos ao pet. O petisco deve servir como uma recompensa quando o animal se comporta bem ou faz uma tarefa que você pediu, e não como um alimento. É como dar doce para uma criança: tem que ser de vez em quando.
#ficaadica: em vez de recompensar o bicho com um petisco, você pode fazer um carinho. Uma pesquisa da Universidade de Oxford mostrou que os cães preferem carinho a alimentos.
 
6 – Menos banho e tosa
Reduza os banhos e tosas no pet shop. Se costuma levar o animal uma vez por semana, tente mudar para uma vez a cada 15 dias, que é o suficiente para cães de pelo curto. Se possível, compre produtos adequados e dê banho em seu animal em casa, deixando para os profissionais a tosa e o corte das unhas. Escovações a seco e higienização substituem muito bem o banho, diz Leal.
 
7 – Prevenir é o melhor remédio
Prevenir problemas de saúde costuma sair mais barato do que lidar com emergências médicas. Portanto, vale a pena gastar com as vacinas obrigatórias, além de exames e consultas de rotina, com um profissional de qualidade.
''Há vários trabalhos científicos que provam que a melhor economia é com relação à saúde propriamente dita. Doenças que têm a idade como fator de risco (como periodontite, câncer, insuficiência renal) devem ser diagnosticadas prematuramente, pois a chance de desenvolverem uma situação de urgência e emergência é alta'', diz Leal. ''Além de a despesa ser enorme, há o ainda o risco de vida do pet.''
 
8 – Negocie com o veterinário
Se costuma ir sempre ao mesmo veterinário, tente negociar um preço mais camarada caso tenha mais de um animal ou caso seu pet precise de consultas/atendimentos com frequência. A crise também afeta o veterinário, que tem interesse em manter a clientela. Tentem achar um meio-termo que seja bom para os dois lados.
Leal recomenda que os donos procurem profissionais que se atualizem: ''Um bom profissional salva vidas e o barato, além de sair caro, pode ser irreversível.''
Em algumas cidades, há opções de hospitais e clínicas públicos ou com preços populares, em geral ligados à administração pública ou a faculdades e universidades.
 
9 – Passeie com seu pet
Os animais precisam de exercícios diários, e o passeio é uma boa forma de mantê-los ativos e saudáveis, tanto física quanto mentalmente. Isso ajuda a evitar problemas como a obesidade e a ansiedade. Um profissional pode orientar sobre que distância a percorrer e o horário mais adequado (manhã, tarde, noite), afirma Leal.
 
10 – Novo brinquedos
Em vez de comprar brinquedos novos, tente reciclar brinquedos antigos: guarde-os por um tempo e depois entregue-os novamente ao pet. Outra opção é criar brinquedos, como uma bolinha de meia que furou, para o cachorro, ou uma caixa ou sacola vazia, para o gato.