Entenda como o Asset Liability Management reflete em sua previdência

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Entenda como o Asset Liability Management reflete em sua previdência
Autor: Reinaldo Domingos
 
O termo Asset Liability Management – ALM é uma expressão da língua inglesa que nada mais é do que a gestão integrada de ativos e passivos que busca pela melhor alocação dos investimentos dos recursos garantidores dos planos de benefícios, considerando os retornos esperados e os riscos de cada segmento das aplicações, sempre respeitando as restrições legais e regulamentares, os compromissos atuariais desses planos, com os benefícios já concedidos e os a conceder.
 
Trata-se de uma ferramenta altamente eficaz que visa garantir a sustentabilidade e a saúde de uma Entidade Aberta ou Fechada de Previdência Complementar. O objetivo é, dentre outros, administrar as variantes de riscos, por isso se mostra tão imprescindível para umaótima gestão estratégica de instituições que gerenciam recursos de médio e longo prazos.
 
Vamos entender um pouco mais sobre ALM, já que se mostra tão eficaz em seus resultados e, principalmente, na segurança e garantia dos recursos financeiros de seus participantes. O objetivo básico de uma Entidade Aberta de Previdência Privada (EAPP) é acumular reservas capazes de honrar os benefícios de seus participantes.
 
O planejamento de um ALM se dá a partir das características peculiares de cada alternativa de investimento, então, deve ser redefinido com frequência para que esteja sempre alinhado à realidade da organização, buscando, dessa maneira, usufruir o máximo e o melhor dessa ferramenta. O termo Asset (Ativo), Liability (Passivo), Matching (Casamento) e Modeling (Modelagem) significa algo como ‘modelagem do casamento entre ativo e passivo’, abrangendo os instrumentos de controle de riscos e o planejamento dos planos ou produtos comercializados por essas entidades, o que visa possibilitar reservas capazes de honrar os benefícios junto aos participantes ou segurados no futuro.
 
A estrutura do ALM é de grande amplitude, contemplando em seu planejamento os pagamentos de benefícios vigentes e futuros, a taxa de administração de fundos, o carregamento, a valorização e desvalorização de ações e os resultados com instrumentos derivativos, entre outros, que compõem a cesta de variáveis que são consideradas no processo de avaliação. Com sua utilização adequada, é possível avaliar a melhor composição para os ativos que formam um fundo, buscando combinar a micro e a macro alocação dos valores, maximizando a probabilidade do Plano de Benefícios atingir os seus objetivos, diante das premissas estabelecidas.
 
Na prática, o ALM é uma forma de auxiliar na definição de como serão alocados os valores recebidos pelas entidades nas mais variadas classes de ativos, considerando variáveis como CDI, inflação, renda variável, empréstimos, dentre outros. Com isso, a maioria dos fundos de pensões buscam imunizar o passivo. Para tanto, na maioria das vezes, boa parcela dos recursos são investidos em renda fixa, casando suas obrigações com o fluxo de caixa desses títulos. Com esse ‘casamento’, é possível minimizar o risco de juros e inflação e garantir a solvência do plano de benefícios. São realizadas muitas simulações e projeções para chegar a esses fatores, bem como análises baseadas em testes de cenários específicos, que simulam o comportamento futuro do plano. 
 
Como estamos falando de garantir a sustentabilidade financeira e a redução de riscos, essa ferramenta se mostra muito relevante para a manutenção da saúde dos planos, possibilitando o cumprimento dos compromissos de pagamentos de benefícios e garantindo o uso prudente dos ativos necessários à cobertura dos passivos e dos excedentes nas tomada de risco. Isso tudo possibilita o equilíbrio de reservas ao longo do tempo dos planos previdenciários, promovendo a sustentabilidade do benefício.